sábado, 24 de setembro de 2011

"Der müde Tod" (Destiny / The Tired Death), Fritz Lang (1921)



"Der müde Tod" é mais uma obra-prima de um dos maiores realizadores de todos os tempos, Fritz Lang, que teve o condão de despertar o interesse de Luis Buñuel pelo cinema, considerado por Alfred Hitchcok um dos melhores filmes de todos os tempos e inspirado Igmar Bergman para "The Seven Seal".

Com um argumento excepcional, a história começa com um estranho personagem acompanhando um casal apaixonado. O novo morador da pequena cidade provoca grande apreensão nas pessoas, tanto pela sua aparência, quanto pelo brilho sinistro dos seus olhos. Estamos na presença da Morte.


Morte que leva o jovem justo e que, perante o desespero da sua noiva, decide dar uma oportunidade, prometendo devolver a vida do noivo se ela conseguir evitar a morte de uma das três vidas prestes a perecer. Lang mostra, então, a história das três luzes: na exótica Pérsia, na Veneza Renascentista e na China Imperial. Três tentativas de esperança. Três conflitos entre o Amor e a Morte.

"Der müde Tod" é uma maravilhosa fantasia gótica, inspirada nos sonhos de infância do genial Fritz Lang, em colaboração com sua mulher Thea Von Harbou. Um filme-parábola sobre a Vida, o Amor e a Morte.
"The Sheik", George Melford (1921)



"The Sheik" é Valentino e a consolidação do "latin Lover", desta feita por terras da Arábia. A partir deste filme a mitologia de Hollywood mudou para sempre, o culto dos actores galãs não mais parou.

"Amor de Perdição", Georges Pallu (1921)


Primeira de três adaptações do romance homónimo de Camilo Castelo Branco ao cinema - a segunda foi de autoria de António Lopes Ribeiro, em 1943, e a terceira de Manoel de Oliveira em 1978.

Trata-se da mais famosa adaptação literária da Invicta Film e um dos trabalhos de maior fôlego de Pallu. A famosa sequência do namoro à janela é uma das melhores soluções narrativas que se pode encontrar nos filmes do realizador francês. Os vários exteriores do filme revisitam os principais cenários do romance: as ruas estreitas de Viseu, a Universidade de Coimbra e a cidade do Porto. Segundo Manoel de Oliveira, o "Amor de Perdição" de Pallu foi o primeiro filme português vendido para os EUA.

"Apesar de não ter corrido mal, com mal não correu "Os Fidalgos da Casa Mourisca", "Amor de Perdição" esteve longe de ser o êxito espectacular que a Invicta procurou nessas duas "super-produções" qualquer delas em duas jornadas e com três horas de duração. Este "Amor" marca simultâneamente o máximo de ambição da Invicta (o filme custou 95 contos, qualquer coisa como 1 milhão de euros de hoje) e o começo do seu declínio, sobretudo quando se verificou que a distribuição internacional não "pegava" nestas obras.

Todos os interiores foram filmados no estúdio do Carvalhido (a decoração é modesta e convencional) mas para os exteriores filmou-se em Viseu e em Paços de Brandão, na Casa do Engenho Novo e no Solar da Portela, ou em Coimbra, na Universidade, com autorização especial "desde que os trajes escolhidos para a indumentária dos estudantes correspondessem à verdade histórica da época. E diz-se (diz o Dr. Félix Ribeiro) que só a cena do baile custou quinze contos.

Um último apontamento histórico, também devido a Félix Ribeiro: havendo na altura um litígio sobre os direitos do romance entre os herdeiros de Camilo e a Companhia Portuguesa Editora, os netos do escritor embargaram a estreia que foi adiada e só conseguida depois da Invicta lhes pagar 12 contos. E, a 9 de Novembro de 1921, "Amor de Perdição" estreou-se no Olympia do Porto (a 28 em Lisboa, no Condes) com uma pequena orquestra a tocar a partitura de Armando Leça, especialmente composta para o filme."

João Bénard da Costa, in Folhas da Cinemateca, 13 de Maio de 2003

"The Three Musketeers", Fred Niblo (1921)



Desde os primórdios do Cinema, os filmes de capa-e-espada empolgaram as audiências. A figura central destes filmes é um espadachim intrépido, que combina beleza máscula e agilidade corporal, charme e espírito de aventura. Em relatos aos quais não pode faltar energia dramática, vive intrigas rocambolescas, inseridas num contexto romântico e inspiradas geralmente em novelas históricas, folhetins popularescos ou contos orientais.

As peripécias são descritas em puro estilo visual, construído com o colorido dos trajes de época, a opulência dos cenários e, sobretudo, emocionantes lutas de esgrima.

Quem primeiro dotou o espadachim de um fascínio irresistível foi Douglas Fairbanks numa série de filmes que inclui "The Mark of Zorro" (1920), este "The Three Musketeers" e os seguintes "Robin Hood" (1922), "The Thief of Bagdad" (1924), "Don Q, Son of Zorro" (1925), "The Black Pirate2 (1926) e "The Iron Mask" (1929). Saltitante e sorridente, Douglas dominava o espaço com suas fabulosas piruetas e contagiante dinamismo, tornando-se um dos grandes ídolos do público.


Douglas Fairbanks não realizava os filmes, porém supervisionava cuidadosamente as produções, escrevia argumentos (sob o pseudónimo de Elton Thomas), seleccionava elencos e colaborava no planeamento das cenas de acção, que fazia questão de executar sem ajuda de duplos.

domingo, 18 de setembro de 2011


"The Four Horsemen of the Apocalypse", Rex Ingram (1921)


Baseado no romance "místico" de Vicente Blasco-Ibanez, este épico do Cinema Mudo bateu recordes de bilheteria, sendo o primeiro filme a facturar mais de um milhão de dólares, e tornou-se o sexto maior êxito de bilheteria do Cinema Mudo de todos os tempos. É também amplamente conhecido como o filme que mostrou ao mundo o "Latin Lover" Rudolph Valentino (nome real: Rodolfo Alfonzo Raffaelo Pierre Filibert Guglielmi di Valentina D'Antonguolla!!!).
"The Four Horseman of the Apocalypse" é um conto épico de uma família argentina que fica dividida e acaba a lutar em lados opostos durante WWI.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

"The Kid", Charles Chaplin (1921)


Mais um clássico de Chaplin, no primeiro filme que foi por ele conjuntamente realizado, produzido, escrito, montado, interpretado e escrito a banda sonora original.

O filme mostra, de forma insofismável, a perfeita simbiose entre o realizador e o actor, e a interpretação de Jackie Coogan ("the kid") ainda permanece entre uma das melhores interpretadas no cinema por uma criança de sete anos de idade.


"The Kid" é um filme comovente e apresenta vários momentos inesquecíveis como, por exemplo, a sequência em que o vagabundo se sente na terra dos sonhos, onde cada pessoa é um anjo.

"A film with a smile - and perhaps, a tear".

quinta-feira, 23 de junho de 2011

"Hintertreppe" (Backstairs), Paul Leni e Leopold Jessner (1921)


Em 1921 o Expressionismo Alemão estava no seu auge, "Hintertreppe" é mais uma obra emblemática desse período e dessa estética artística.


Um dos primeiros filme de Paul Leni conta a história de uma jovem rapariga apaixonada e um carteiro, parcialmente paralítico e anormal, que vive obsecado por ela e lhe intercepta as cartas do seu namorado. Decorrente dessa intercepção, a jovem sente-se abandonada e acaba por sucumbir a uma espécie de piedade maternal e acaba por visitar o carteiro seu vizinho.