sexta-feira, 12 de agosto de 2011

"The Kid", Charles Chaplin (1921)


Mais um clássico de Chaplin, no primeiro filme que foi por ele conjuntamente realizado, produzido, escrito, montado, interpretado e escrito a banda sonora original.

O filme mostra, de forma insofismável, a perfeita simbiose entre o realizador e o actor, e a interpretação de Jackie Coogan ("the kid") ainda permanece entre uma das melhores interpretadas no cinema por uma criança de sete anos de idade.


"The Kid" é um filme comovente e apresenta vários momentos inesquecíveis como, por exemplo, a sequência em que o vagabundo se sente na terra dos sonhos, onde cada pessoa é um anjo.

"A film with a smile - and perhaps, a tear".

quinta-feira, 23 de junho de 2011

"Hintertreppe" (Backstairs), Paul Leni e Leopold Jessner (1921)


Em 1921 o Expressionismo Alemão estava no seu auge, "Hintertreppe" é mais uma obra emblemática desse período e dessa estética artística.


Um dos primeiros filme de Paul Leni conta a história de uma jovem rapariga apaixonada e um carteiro, parcialmente paralítico e anormal, que vive obsecado por ela e lhe intercepta as cartas do seu namorado. Decorrente dessa intercepção, a jovem sente-se abandonada e acaba por sucumbir a uma espécie de piedade maternal e acaba por visitar o carteiro seu vizinho.

sábado, 28 de maio de 2011

"Körkarlen" (The Phantom Carriage), Victor Sjöström (1921)


Uma lenda escandinava fala-nos que a derradeira pessoa a morrer na última noite do ano, durante os vindouros 365 días terá que conduzir o carro da morte, recolhendo as almas dos defuntos dos seus corpos sem vida.

"Körkarlen" é uma obra monumental, Sjöström consegue conciliar o mundo mágico do carro da morte com a crueza da vida de David Holm (papel interpretado polo próprio realizador). Um relato de até que ponto o alcól e a vida podem mudar a forma de ser de uma pessoa. Uma obra sobre a vileza e o perdão.

A miúdo cométe-se o erro de pensar que no cinema mudo a estrutura temporal é uniforme e singela. Uma das múltiplas virtudes de "Körkarlen" é a mestría narrativa de Sjöström, capaz de utilizar múltiplos "flash-backs" e de contar histórias dentro da história sem que o espectador se perca.
"Why Change Your Wife?", Cecil B. DeMille (1920)


Mais um exemplo da qualidade narrativa cinematográfica de Cecil B. DeMille. Indiscutivelmente o melhor cineasta narrativo do seu tempo.


"Why Change Your Wife?" trata-se de uma excelente comédia sobre o casamento, o divórcio e como se volta atrás, num filme que desprende misogenia por todas partes. Destaque ainda para a muito jovem Gloria Swanson, e assim vamos percebendo a sua eterna saudade por Mr. DeMille em "Sunset Boulevard".

sexta-feira, 27 de maio de 2011

"Just Pals", John Ford (1920)


John Ford ainda como Jack Ford num melodrama sob o signo da América em construção, das pequenas cidades desconfiadas e amedrontadas pelo diferente.

"Heading Home", Lawrence C.Windom (1920)


Mais uma curiosidade dos primórdios do Cinema, onde os icones da época passavam meteoricamente pela Sétima Arte. Neste caso trata-se do "biopic" da lenda do baseball, Babe Ruth, interpretado pelo próprio.

"Sumurun", Ernst Lubitsch (1920)


Ernst Lubitsch, que trabalhou como actor na Deutsche Theater de Max Reinhardt, filma uma das peças de maior sucesso daquela companhia, "Sumurun". Às ordens de Reinhardt, Pola Negri havia triunfado com esta peça em Berlim e Varsóvia, e voltou a recriar a personagem da bailarina sob a batuta de Lubitsch. Com "Sumurun" Lubitsch rendeu, assim, homenagem a Reinhardt e criou outra faustosa produção cheia de exotismo e luxuosos detalhes cénicos.


Importa ainda sublinhar que a personagem do xeque é interpretada por outro destacado actor-realizador, Paul Wegener, o autor de "Der Golen".